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4.7.09

Informática para a mudança na Educação


A tarefa de melhorar nosso sistema educacional, dinâmico e complexo, exige atuação em múl-tiplas dimensões e decisões fundamentadas, seguras e criativas. De um lado, há melhorias insti-tucionais, que atingem instalações físicas e recursos materiais e humanos, tornando as escolas e organizações educacionais mais adequadas para o desempenho dos papéis que lhes cabem. De outro, há melhorias nas condições de atendimento às novas gerações, traduzidas por adequação nos currículos e nos recursos para seu desenvolvimento, num nível tal que provoquem ganhos substanciais na aprendizagem dos estudantes. O MEC tem priorizado, ao formular políticas para a educação, aquelas que agregam às melhorias institucionais o incremento na qualidade da formação do aluno. Este é o caso do Programa Nacional de Informática na Educação – ProInfo.
O ProInfo é um grande esforço desenvolvido pelo MEC, por meio da Secretaria de Educação a Distância, em parceria com governos estaduais e municipais, destinado a introduzir as tecnologias de informática e telecomunicações – telemática – na escola pública. Este Programa representa um marco de acesso às modernas tecnologias: em sua primeira etapa, instalará 105 mil microcomputadores em escolas e Núcleos de Tecnologia Educacional – NTE, que são centros de excelência em capacitação de professores e técnicos, além de pontos de suporte técnico-pedagógico a escolas.
A formação de professores, particularmente em serviço e continuada, tem sido uma das maiores preocupações da Secretaria de Educação a Distância, em três de seus principais programas, o ProInfo, a TV Escola e o PROFORMAÇÃO.
Os produtos desta coleção destinam-se a ajudar os educadores a se apropriarem das novas tecnologias, tornando-os, assim, preparados para ajudarem aos estudantes a participar de transformações sociais que levem os seres humanos a uma vida de desenvolvimento auto-sustentável, fundada no uso ético dos avanços tecnológicos da humanidade.
Pedro Paulo Poppovic
Secretário de Educação a Distância

3.7.09

Textos para Leitura e Reflexão

Os livros abaixo foram "publicados" numa série especial pelo PROINFO, na Coleção "Informática para a Mudança na Educação"



Livro 1 Livro 7 Livro 14 Livro 19
Livro 2 Livro 8 Livro 15 Livro 20
Livro 3 Livro 9 Livro 16
Livro 4 Livro 11 Livro 17
Livro 5 Livro 12 Livro 18

13.6.09



Gerações Interativas:
compartilhando conhecimento

A publicação Geração Interativa na Ibero-América, lançada em março deste ano pela Fundação Telefônica em parceria com a Universidade de Navarra (Espanha), faz parte de um projeto muito maior. Além da pesquisa que traçou um perfil de crianças e jovens, de 6 a 18 anos, diante das “telas digitais” no Brasil e em outros seis países da América Latina, o Gerações Interativas mantém um site com espaços para reflexão e discussão e realiza oficinas presenciais em escolas que participaram do estudo.
Um dos objetivos do projeto é “compartilhar o conhecimento adquirido com todos os agentes educativos envolvidos: crianças, pais, professores, acadêmicos, pesquisadores, empresas e a sociedade em geral”. No site, estão disponibilizadas orientações elaboradas a partir dos resultados da pesquisa para que estudantes, pais e professores possam utilizar de maneira responsável as quatro “telas digitais”: Internet, celular, televisão e videogame. Há também espaços para que esses três grupos possam trocar experiências e são propostos aos internautas temas para discussão, tais como: “O que você pode fazer para que sua casa seja um lugar tecnologicamente responsável?".
Por enquanto, o site ainda está em espanhol. Mas, para facilitar o acesso dos brasileiros, o EducaRede Brasil, ao longo deste ano, vai traduzir os textos e publicá-los no Portal. A nossa interação – mensagens e relatos – pode ser em português. É mais um projeto internacional do canal EducaRede Iberoamericano, com o objetivo de aproximar internautas de diferentes países e assim ampliar as discussões sobre uso responsável das tecnologias de informação e comunicação.
Formação presencial
Essas ações a distância do projeto são complementadas com oficinas presenciais para divulgar o conhecimento sobre a geração interativa e propor aos pais e professores metodologias de trabalho para o uso responsável da Internet, do celular, da televisão e do videogame. No Brasil, está prevista a realização dessas oficinas no segundo semestre deste ano com a participação de todas as 93 escolas do Estado de São Paulo que responderam à pesquisa.
Confira os textos já traduzidos e publicados no Portal EducaRede Brasil:
Estudantes
Quer ser um bom navegante?
Nesta animação, veja dicas para navegar com segurança nos mares da Internet.
Professores
Entenda os alunos da geração interativa
Algumas dicas para usar as "telas digitais” na escola e sugestões de vídeos sobre conceitos da Web 2.0.
Pais
Internet: a rede que envolve tudo
Conheça os principais hábitos da geração interativa e as oportunidades e riscos aos quais crianças e jovens estão submetidos na Internet.
Fonte: http://www.educarede.org.br/educa/index.cfm?pg=revista_educarede.especiais&id_especial=412

23.5.09


Professor!
Façamos uma reflexão!

O papel do professor diante do novo paradigma educacional, onde as novas tecnologias exigem um redimensionamento de sua função. A nova dimensão é mais nobre e vista com mais complexidade. Hoje Ele não é mais o mestre autoritário que está à frente dos alunos para dar aulas, mostrando seu domínio de conteúdos muitas vezes imutáveis e também seu autoritarismo. A sociedade exige que o professor esteja buscando aprimorar suas competências através do conhecimento dos processos mentais pelos quais o aprendiz passa. O professor que leva o aluno a construir conhecimentos em conjunto é também aquele que trabalha com os demais professores na construção de projetos em parcerias nas diversas áreas. Vimos que nas décadas passadas se fazia necessário ser competente em uma das habilidades mencionadas, gora a complexidade de sua tarefa é muito maior, sendo que o domínio das técnicas inovadoras e a atualização contínua devem fazer parte de sua rotina de trabalho.
Nesse sentido, o professor é mais importante do que nunca no processo de aprendizagem. Seria infundada a possibilidade de o computador estar ocupando seu espaço pela qualidade e quantidade dos softwares que virão a existir, essa idéia veio à tona onde o processo histórico da educação desconhecia as possibilidades da máquina.
Hoje a nobre função do professor-educador tem uma nova conotação: ser um criador de ambientes de aprendizagens, onde possam estar construindo conhecimento, valorizando o educando e principalmente ensinando aprender a aprender. É na cooperação e colaboração que a aprendizagem realmente se efetiva.
Dentro da proposta de levar o professor a construir conhecimentos, aprimorando-se para o trabalho.



Lembre-se do “ Pote de vidro e do copo de café”....

Um professor, diante de sua classe de filosofia, sem dizer uma só palavra, pegou um pote de vidro, grande e vazio, e começou a enchê-lo com bolas de golf. Em seguida, perguntou aos seus alunos se o frasco estava cheio e, imediatamente, estes disseram que SIM. O professor, então, pegou uma caixa cheia de bolas de gude e a esvaziou dentro do pote. As bolas de gude encheram todos os vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar se o frasco estava cheio e voltou a ouvir de seus alunos que SIM. Em seguida, pegou uma caixa com areia e a esvaziou dentro do pote. A areia preencheu os espaços vazios que ainda restavam e ele perguntou novamente aos alunos, que unanimemente responderam que o pote agora estava cheio. O professor pegou um copo de café (líquido) e o derramou sobre o pote, umedecendo a areia. Os estudantes riam da situação, quando o professor lhes falou: “Quero que entendam que o pote de vidro representa nossas vias. As bolas de golf, são as coisas mais importantes, como Deus, a família – principalmente os filhos, e os amigos. São aquelas com as quais nossas vidas realmente estariam cheias e repletas de felicidade. As bolas de gude são as outras coisas que importam, porém menos: o trabalho, a casa bonita, o carro novo, as festas e etc. A areia representa todas as pequenas coisas. Mas, se tivéssemos colocado as bolas de gude ou a areia em primeiro lugar no frasco, não haveria espaço para as bolas de golf. O mesmo ocorre em nossas vidas. Se gastamos todo nosso tempo e energia com as pequenas coisas, nunca teremos lugar para as coisas realmente importantes, que nos fazem verdadeiramente felizes. Prestem atenção nas coisas que são cruciais para a sua felicidade. Brinquem com seus filhos, saiam para se divertir, dediquem um pouco de tempo a vocês mesmos para rir juntos e fazernada juntos, se abracem e se beijem muito, falem do amor que sentem uns pelos outros, tenham fé em algo ou em alguém... Sempre haverá tempo para as outras coisas, mas ocupem-se das bolas de golf em primeiro lugar antes que seja tarde. O resto é apenas areia.... Um aluno se levantou e perguntou o que representava o café. O mestre lhe respondeu: “ que bom que me fizestes esta pergunta, pois o café serve apenas para demonstrar que não importa quão ocupada esteja nossa vida, sempre haverá lugar também para tomar um café com um amigo, com seu amor...”


23.5.08

Professor do futuro

Ler, pensar e escrever
Gabriel Perissé
"Para ensinarmos um aluno a inventar precisamos mostrar-lhe que ele já possui a capacidade de descobrir" (palavras do filósofo-poeta Gaston Bachelard).
O professor, como os artistas, provoca o amor pelo conhecimento, um amor que já existia em nós, mas estava adormecido.
O professor, como os profetas, desencadeia um processo de descoberta pessoal que, por sua vez, ativa nosso poder criador.
Desencadear é retirar o cadeado.
O professor liberta seu aluno. E os melhores alunos largam as mãos do mestre, depois de descobrir sua capacidade de andar sozinhos, de correr sozinhos, de voar mais alto.
Muitos estudantes andam presos, e por isso deixam de andar. Estão paralisados pelo medo, pela falta de horizontes. Estão perplexos, olhando sem ver, ouvindo sem escutar, falando sem dizer, lendo sem entender, escrevendo sem pensar.
Muitos estudantes estão na cadeia do desânimo, não sabem abrir caminhos com a força dos seus passos.
Muitos estudantes são vítimas de uma reação em cadeia. Não agem, só reagem. Mal se defendem do mal. Passam de ano sem passar. Passam sem pensar. São passados para trás. Sem saber por quê, e por quem. Passam mas não ficam. Ou passam e continuam presos ao passado.
O professor do futuro (e do sempre) deve ensinar, no presente, não o método que passa (e até faz passar...), mas a alma que permanece.
Deve ensinar, não a única resposta certa em meio à múltipla desescolha, mas a capacidade de cometer erros criativos, de ver que um fracasso, didaticamente, vale mil sucessos.
Ensinar, não a opção correta, a única porteira pela qual a boiada passa, de cabeça baixa, para o matadouro, mas a coragem de pular no escuro (se for preciso), e com os olhos abertos.
Transmitir, não o conhecimento mastigado, a ração, mas despertar no aluno a vontade de mastigar por conta própria, de usar a razão, de saborear conhecimentos tradicionais e inéditos.
O professor do futuro ensina, não o caminho das pedras, mas o amor às pedras que existem em todos os caminhos.
O verdadeiro professor é um inspirador.
Suas aulas são poéticas, proféticas.
Não hipnotizam, acordam. Não cansam, desafiam. Não anestesiam, fazem refletir.
O professor inspira confiança, inspira o desejo de chegarmos a ser deuses.
O professor do futuro torna o futuro mais real que a banal ilusão... desilusão que alguns chamam de realidade.

Matéria publicada no site Intervox - Gerado automaticamente pelo sistema WWWVox - Projeto DOSVOX - NCE/UFRJ
Matéria publicada em 01/09/2002 - Edição Número 37

10.2.08

Professores e Professauros



Para refletir:


A aula expositiva é uma maneira de se ministrar aula, mas não e não pode ser a única maneira. Se um profissional não concebe situações de aprendizagem diferentes para se respeitar diferentes estilos de linguagens em seus alunos e se as aulas que ministra não fazem do aluno o centro do processo de aprendizagem, o que a ele se está impingindo com o nome de aula não é aula verdadeira. Uma das formas de se identificar professauros transvestidos em professor é buscar saber quantas situações de aprendizagens conhece e aplica e aferir se nas mesmas é o aluno que aprende e não o professor que finge que ensina.” (ANTUNES, Celso. Professores e Professauros. Petrópolis: Vozes, 2007)

30.1.08

CANÇÃO ÓBVIA






Escolhi a sombra desta árvore para
repousar do muito que farei,
enquanto esperarei por ti.
Quem espera na pura espera
vive um tempo de espera vã.
Por isto, enquanto te espero
trabalharei os campos e
conversarei com os homens
Suarei meu corpo, que o sol queimará;
minhas mãos ficarão calejadas;
meus pés aprenderão o mistério dos caminhos;
meus ouvidos ouvirão mais,
meus olhos verão o que antes não viam,
enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
porque o meu tempo de espera é um
tempo de quefazer.
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,:
em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
É perigoso falarÉ perigoso andar
É perigoso, esperar, na forma em que esperas,
porquê êsses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
com palavras fáceis, que já chegaste,
porque êsses, ao anunciar-te ingênuamente ,
antes te denunciam.
Estarei preparando a tua chegada
como o jardineiro prepara o jardim
para a rosa que se abrirá na primavera.
Paulo Freire

Genève, Março 1971.
In: Freire, P. Pedagogia da Indignação. São Paulo: UNESP, 2000.